Amor é um espaço vazio | Palavras

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O amor é quase invisível… não é tamanho é alcance, não é beleza é alegria, é um espaço vazio que você dá a forma que quiser.

Hitler preencheu seu espaço vazio com o ódio e viveu apaixonadamente, até o último dia de sua vida, amando odiar e massacrar um povo. Tudo por amor.

Chico Mendes teve seu espaço vazio preenchido por uma floresta e por defender o povo que vive nela, dela. Viveu e morreu deste amor.

Frida Khalo fez de seu vazio seu próprio mundo, de cores intensas e dores fortes. Amou dentro e fora de seu universo de amor e dor, criado para completar o vazio invisível da alma.

Não chegamos neste mundo sabendo amar, como amar ou o que amar, aterrizamos aqui com um enorme espaço vazio, quase invisível que a cada dia vamos enchendo de tudo que nos desperta um sentir.

Por vezes nos encanta o delicado, o doce, o prazer, em outras, nos atrai o bruto, o amargo, a dor… e assim vamos construindo nossa forma de externalizar o amor, feita de sombras e de sóis, com o que nos desperta amor e ódio e dor e prazer e medo e propulsão… o que nos emociona, para o bem ou para o mal.

Saber preencher esse espaço vazio requer estar atento aos sinais, que pulam a cada dia, que pedem ações. Saber esperar quando se fizer necessário e renunciar quando chegar o momento.

Um adeus pode ser um grande começo… necessário para esvaziar espaços que se tornam turvos e voltar a preenche-los com aguás mais lúcidas.

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